Saturday, April 5, 2014

Entrevista com o escritor Olavo de Carvalho.



 
Aos 22:02, o locutor comenta sobre o que os "velhos" contam sobre o Ensino Público daquela época.

Pois
eu vou lhes contar o que me marcou, além da qualidade dos professores (o
contrário de "paparicação" de aluno), da estrutura e conteúdo
curricular (internacional e profundo), e do fato dos alunos terem que correr atrás
do aprendizado e não o professor correr atrás do ensino (o qual, não sei
porque chamam de 'educação' - coisa que se faz em família):

Seguinte:

Fiz o Primário no Grupo E. Pandiá Calógeras em MG-BH.
O ginásio e o científico no Colégio Estadual de MG em BH.
A Escola de Enga. da UFMG.

Por tres vezes, na aula magna (aula inautural) à qual tinhamos que ir - contava presença - o professor disse algo assim:

"...senhores alunos: esta escola é pública o que significa que os senhores só pagam uma taxa de matrícula simbólica.

Mas nós, professores recebemos nossos salários, porque estão sendo pagos pelos cidadãos pagadores de impostos.

E
aqueles cidadãos querem que nós façamos de vocês gente melhor do que
eles: mais competentes, mais intruídos e mais capazes de produzir bem
para a sociedade e para eles.

Eles nos disseram que não querem pagar para esta escola manter alunos que não possam atingir esses objetivos.

Por causa disso, os alunos que não acompanharem o ensino e tomarem bomba duas vezes, serão jubilados (expulsos).

Portanto, tratem de estudar e justificar o investimento que os pagadores de impostos estão fazendo em vocês."

E
a coisa funcionava desse modo. Eu me lembro de 4 colegas que foram
jubilados - eram mesmo jogadores de manto - não estudavam e faltavam.

Agora, compare com o que ocorre hoje.

No comments:

Post a Comment